Limites

20 20UTC setembro 20UTC 2009

limit

Por que viver sem limites faz mal?
Por que aprendemos que estabelecer limites é, mais do que saudável ou correto, necessário para a vida funcionar?
Alguém conhece o limite do amor?
Alguém conhece o limite da compreesão?
Alguém saberia me dizer qual é o limite do respeito, da cumplicidade, da mentira, da ganância, do medo, da alegria, o limite das amizades, da lealdade, da esparança e o limite da paciência?
Será que os limites servem apenas para, ao menos teoricamente, mudar nossa estratégia, chacoalhar nossa vontade e inverter seu sentido, justificar nossa incompetência ou nossa falta de disposição para transformar o espetáculo sem trocar os atores?
E por que sempre que nos aproximamos do limite o coração dói, e tanto?
Ou será tudo o contrário?
Talvez limites sejam oportunidades genuínas de sublimação. Temos tão pouca habilidade para tomar decisões que precisamos inventar limites para curar nossa deficiência de decidir espontaneamente?
Será que os limites são todos como o do cansaço, que de repente nos rouba o direito de escolher e apenas nos transporta para o sono, nos mostrando que o controle é falho? Já que o controle é falho, por que então os limites são essenciais?
Suspeito que é tanto o medo da dor que fingimos poder afastá-la quando o coração aperta e sangra, porque senão não teríamos coragem nem para dar o primeiro passo

Por que viver sem limites faz mal?

Por que aprendemos que estabelecer limites é, mais do que saudável ou correto, necessário para a vida funcionar?

Alguém conhece o limite do amor?

Alguém conhece o limite da compreesão?

Alguém saberia me dizer qual é o limite do respeito, da cumplicidade, da mentira, da ganância, do medo, da alegria, o limite das amizades, da lealdade, da esperança e o limite da paciência?

Será que os limites servem apenas para, ao menos teoricamente, mudar nossa estratégia, chacoalhar nossa vontade e inverter seu sentido, justificar nossa incompetência ou nossa falta de disposição para transformar o espetáculo sem trocar os atores?

E por que sempre que nos aproximamos do limite o coração dói, e tanto?

Ou será tudo o contrário?

Talvez limites sejam oportunidades genuínas de sublimação.

Temos tão pouca habilidade para tomar decisões que precisamos inventar limites para curar nossa deficiência de decidir espontaneamente?

Será que os limites são todos como o do cansaço, que de repente nos rouba o direito de escolher e apenas nos transporta para o sono, nos mostrando que o controle é falho? Já que o controle é falho, por que então os limites são essenciais?

Suspeito que é tanto o medo da dor que fingimos poder afastá-la quando o coração aperta e sangra, porque senão não teríamos coragem nem para dar o primeiro passo.


I’m back

9 09UTC setembro 09UTC 2009
O blog ressucitou, como muitos haviam previsto. Por quê? Simplesmente porque minha vida não faz sentido sem o movimento das palavras. Mas, agora, meus caros, muita coisa mudou. Atravessei o Atlântico e vim viver na minha cidade favorita: Barcelona. De sopetão coloquei todos os resquícios do que ainda prestava em uma mala e vim começar de novo. Esse ano em terras catalanas me transformou dos pés à cabeça, quase mudei de alma. Quase. Aqui permanecem as frases in natura, os parágrafos desobedientes, os neologismos do coração, a curiosidade vulcânica e a falta de cansaço por pensar demais. Demais, demais, demais, sempre demais… A intensidade sem limites e todas suas consequências. Os ímpetos racionalizados e a teimosia silenciosa.
Como eu havia dito – com a ajuda de Sthendal – no último post da primeira versão do Pedaços: “O amor é uma flor delicada, mas é preciso coragem de ir colhê-la à beira de um precipício”.
Eu adoro precipícios, eles funcionam melhor do que qualquer dose cavalar de Red Bull. E sobre o amor… Cada dia eu o vejo de uma forma diferente e sempre tenho a sensação de tê-lo descoberto pela primeira vez.  É fácil falar de amor quando as pessoas parecem imortais e a segurança da rotina mantém seus desejos sob rígido controle.  No momento em que isso muda, a respiração pára por alguns longos minutos. E ao recuperar o fôlego, perder tempo se transforma na pior das heresias…
Prometo dois posts por semana.
Foto da Home: Gabo Morales
Hasta!

O blog ressucitou, como muitos haviam previsto. Por quê? Simplesmente porque minha vida não faz sentido sem o movimento das palavras. Mas, agora, meus caros, muita coisa mudou. Atravessei o Atlântico e vim viver na minha cidade favorita: Barcelona. De sopetão coloquei todos os resquícios do que ainda prestava em uma mala e vim começar de novo. Esse ano em terras catalanas me transformou dos pés à cabeça, quase mudei de alma. Quase. Aqui permanecem as frases in natura, os parágrafos desobedientes, os neologismos do coração, a curiosidade vulcânica e a falta de cansaço por pensar demais. Demais, demais, demais, sempre demais… A intensidade sem limites e todas suas consequências. Os ímpetos racionalizados e a teimosia silenciosa.

Como eu havia dito – com a ajuda de Sthendal – no último post da primeira versão do Pedaços: “O amor é uma flor delicada, mas é preciso coragem de ir colhê-la à beira de um precipício”.

Eu adoro precipícios, eles funcionam melhor do que qualquer dose cavalar de Red Bull. E sobre o amor… Cada dia eu o vejo de uma forma diferente e sempre tenho a sensação de tê-lo descoberto pela primeira vez.  É fácil falar de amor quando as pessoas parecem imortais e a segurança da rotina mantém seus desejos sob rígido controle.  No momento em que isso muda, a respiração pára por alguns longos minutos. E ao recuperar o fôlego, perder tempo se transforma na pior das heresias…

Prometo dois posts por semana.

Hasta!


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